Li a frase "Ouvir o silêncio" e segui a pensar sobre ela. Achei-a tão bela e tão profunda que decidi dedicar um post sobre o silêncio. Como gosto do silêncio! Na presença dele é que produzo mais. Eu me encontro assim. Na ausência do som, mas em profundo contato com meus pensamentos, com o meu "eu". Todos nós devíamos dedicar mais tempo a momentos como esses. Cada vez mais somos bombardeados pelos mais variados sons. E a maioria deles nada agradáveis. Isto não significa que não haja sons deliciosos de se ouvir como o da chuva que cai, do vento que sopra, do canto dos pássaros, o da melodia daquela música que você gosta e o som do mar, das ondas. Sons maravilhosos que contrastam com o barulho dos automóveis, das buzinas, das máquinas, do burburinho da multidão e muitos outros que acabam tirando a oportunidade de mergulhar em nosso "eu". Sons que irritam e estressam. Bom é poder "ouvir o silêncio". Refletir, meditar. Ouvir o silêncio é tão importante quanto ouvir os sons melodiosos da natureza. E por que não combiná-los?
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Estava lendo alguns textos sobre o tema e encontrei um belíssimo comentário, o qual transcrevo abaixo:
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"O silêncio sempre mora dentro de nós, mas, por medo do que ele possa nos dizer, nunca queremos ouvi-lo. E ficamos insistindo em abafar os nossos sentidos com barulhos que não nos dizem nada. Devemos parar e ouvir o que o silêncio que nos dizer."
Felipe Coutinho***
Grande verdade. Muitos têm mesmo medo de encarar o silêncio. Medo de encontrar-se, de perceber a verdade, a realidade. E acham que só o barulho vai protegê-los. Mas continuo acreditando no "ouvir o silêncio". Ele é a nossa salvação.












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